Febraban prevê crescimento de crédito em 2017, mas ainda abaixo da inflação.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) trabalha com um cenário de recuperação de crédito no próximo ano, com crescimento ao redor dos 4%, de acordo com o presidente da entidade, Murilo Portugal. Para 2017, segundo ele, a expectativa é de que os empréstimos totais tenham queda de 2% ou um pouco mais.

Em relação à inadimplência, Portugal disse que espera estabilidade do indicador deste ano. Ainda falou sobre o custo do risco no Brasil, impactado pelos calotes e custos operacionais, pesa no spread – diferença de quanto o banco paga para captar e o quanto cobra para emprestar.

“A redução do spread é importante para o Brasil. É possível reduzir juro se tiver agenda organizada em conjunto com o governo, judiciário e medidas adequadas”, afirmou Portugal, em conversa com jornalistas, após encontro de fim de ano da Febraban, ressaltando que os bancos seguem em negociação permanente para a recuperação de créditos inadimplentes.

O presidente da entidade disse ainda que o setor bancário não fez proposta para reformas microeconômicas, em estudo pelo governo, mas que está disposto a trabalhar junto. Ele justificou que não poderia comentar as medidas uma vez que não tem conhecimento das mesmas e que a liberação de compulsório não parece algo eficaz uma vez que não falta liquidez.

“A questão é a oferta de crédito que depende da melhora da demanda”, destacou Portugal, acrescentando que o cenário para concessão de recursos já está mais positivo, sem comentar a possibilidade de uso do FGTS para o pagamento de dívidas.

Equipe UnitFour, informações certas de um jeito inteligente.

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