Bancos brasileiros voltam a apostar em crédito consignado.

Os bancos brasileiros buscam dinamizar o mercado de crédito consignado no país, enviando propostas ao governo e intensificando a atuação através de promotoras e correspondentes bancários.

Apesar de dificuldades de atuação nos estados do Rio de Janeiro e Roraima, onde os atrasos de salários tem afetado as operações, os bancos consideram o crédito consignado como o melhor caminho para evitar a retração das carteiras totais de empréstimo e ao mesmo tempo controlar o aumento de seus índices de inadimplência.

O índice de inadimplência com mais de 90 dias no segmento de consignado era de 2,3% em maio, enquanto o índice médio do sistema bancário para crédito com recursos livres foi de 5,9%. Em maio o consignado respondia por cerca de 37% do estoque de R$ 800 bilhões de crédito ao consumo do sistema, segundo o BC.

Diante disso, os bancos têm buscado caminhos para ampliar o serviço. Um avanço nesse sentido veio nesta semana com a aprovação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado do projeto que permite os trabalhadores do setor privado oferecerem como garantia do empréstimo consignado em folha parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da multa rescisória.

A nova proposta que será encaminhada ao BC nos próximos dias prevê explorar melhor as potencialidades do consignado. De maneira geral, a ideia é criar mecanismos que permitam uso em larga escala do produto também para trabalhadores do setor privado.

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