Mesmo com a crise, os bancos latino-americanos continuam com ótimos lucros.

Em tempos onde todos estão procurando alternativas para conseguir melhoras nos lucros , os bancos latino-americanos tem mostrado ótimos resultados quando o assunto é ganho. Com a taxa de expansão do PIB local cinco vezes maior, o México se destacou atingindo quase 14 % de aumento dos lucros no setor bancários, comparado  ao primeiro semestre de 2014.

Os ótimos lucros se estenderam em bancos de países como: Colômbia, Paraguai, Equador e Uruguai. Mas, o que todos os bancos destes países tem em comum? Estagnação econômica, desaceleração da economia e juros altos pelo crédito ao consumo são características dos bancos latino-americanos .

“Você pode observar taxas de lucros muito altas, porque eles tiveram acesso a fundos muito baratos e emprestaram a taxas altas” diz Claudio Loser, diretor da consultoria Centennial Latin America, em Washington.

Outro ponto a se considerar, é que os créditos ao consumo cresceram 20% por ano na região nos últimos dez anos e a quantidade de latino-americanos adultos com contas bancárias passou de 39% de 2011 para 51% em 2014 de acordo com o Banco Mundial.

“Os resultados líquidos se mantiveram graças à capacidade dos bancos na América Latina de, em geral, manter níveis manejáveis de carteiras vencidas e perdas de crédito”, apontou Arturo Sánchez, analista de crédito da Standard & Poor’s (S&P) no México.

A alta rentabilidade bancária se dá devido às altas taxas de juros. E para se esquivar do problema caso esses juros pesarem sobre o custo de captação do dinheiro para todos, os bancos repassam esse custo para seus clientes, assim formando um ciclo que se veda de maneira quase que perfeita para os bancos latino-americanos.

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