Os bancos apostam em estratégia digital para obter mais retorno.

Como a tecnologia vem trazendo inúmeros benefícios para diversas empresas, as instituições financeiras também vem utilizando essa ferramenta para conquistar a sua clientela que está cada dia mais digital, apostando em um maior retorno, obtendo economia de custos e gerando um atendimento mais personalizado de acordo com cada correntista.

A economia de custos é o ponto chave dessas alterações no atendimento, algo que os bancos brasileiros já estão acostumados, por isso os grandes investimentos em tecnologia.

Juan Pedro Moreno, presidente da Accenture (empresa global de consultoria de gestão, serviços de tecnologia e outsourcing), afirma que a era digital está realmente se tornando um ponto chave para os bancos recuperarem o retorno sobre o patrimônio. “Isso (a tecnologia) vai garantir que acessemos os clientes de uma maneira muito melhor e também reduzir dramaticamente os custos”, disse.

Os bancos começaram a apostar nos aplicativos e até agências mais digitais para integrar esse novo universo, inclusive novas transações começam a ser feitas pelo celular. De maio de 2014 a maio de 2015, o número de transações de investimentos pelo celular cresceu 137% no banco, as operações de pagamento tiveram alta de 157% e as de empréstimos subiram 163%.

O aumento no número de clientes, associado à melhoria da funcionalidade e disponibilidade, fez com que as transações bancárias superassem os 40 bilhões no ano passado, mais que o dobro do visto há cinco anos. A tecnologia é a base para que dezenas de bilhões de transações possam ocorrer, tendo como objetivo, a melhora no relacionamento com os clientes.

O Citibank é um dos exemplos dessa busca do setor financeiro de soluções inovadoras para atrair e principalmente manter sua clientela. A instituição norte-americana, que durante a crise financeira teve sua permanência no Brasil questionada, já lançou algumas agências em São Paulo e no Rio de Janeiro que não utilizam papel no atendimento aos clientes, criando um ambiente totalmente virtual.

O presidente do Banco do Brasil, Alexandre Abreu anuncia que em 2015 a instituição irá apostar nas agências digitais e expandir as outras praças no Brasil. No caso do Bradesco, um dos pioneiros a investir no modelo de agência digital e neste modelo atende cerca de 20 mil pessoas e agrega o atendimento virtual 24 horas por gerentes e consultores de investimento.

Para Juan Pedro Moreno, da Accenture, os bancos evoluem para um modelo em que saltarão para o mundo da tecnologia digital e deverão operar em colaboração com as grandes companhias de tecnologia, como Google e Apple. “Vejo os bancos brasileiros muito interessados na transformação digital. O mercado reúne as três características mais importantes para torná-lo atrativo ao digital: é um mercado grande – com muitos consumidores e habitantes -, é um mercado em crescimento e é um mercado em que o acesso a tecnologia é tremendamente fácil”, disse.

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